CHAPATIN

“Insinua que sou velho?”
“É que me dá coisas…”
“Quem é velho?”

O médico de idade avançada é um senhor ranzinza e encrenqueiro que dedica a sua vida a perturbar as pessoas em estabelecimentos e errar em seus diagnósticos. O velhinho cobra caríssimo por suas consultas, mesmo que durem apenas um minuto, e tem uma excelente relação com sua enfermeira.

Interpretado por
CHESPIRITO
Mesmo sendo um senhor de idade avançada, Chapatin tem verdadeiro horror a quem diga isso, e sempre responde com “insinua que sou velho?!”. Além disso, ele gosta mais das moças jovens e despreza as de sua idade – que é desconhecida, embora ele tenha afirmado, certa vez, ter apenas 36 anos.

FIGURINO
O seu figurino consiste em um sobretudo com um cachecol enorme, além de sapatos e seu tradicional e misterioso saquinho de papel, cujo conteúdo é desconhecido e indecifrável.

CIDADÃO GÓMEZ

“Sou um cidadão que se preocupa com seu semelhante!”

O Cidadão Gómez é um homem que não tolera nenhuma espécie de injustiça, então enfrenta todo tipo de situação para defender os oprimidos, como impedir o despejo de pessoas humildes ou intervir contra médicos que dão receitas falsas.

Interpretado por
CHESPIRITO
O motivo para ter um senso ético tão grande é que, por falta de revisão dos freios do seu carro, ele se acidentou e perdeu a memória. Para que os outros não sejam vítimas de descuidos como ele foi, está sempre tentando impedir prejuízos.

VOCÊ SABIA?
O personagem foi criado para uma série de mesmo nome, gravada em 1969 e exibida em 1970. Em 1973, uma nova versão durou poucos meses no ar. Sua última aparição foi em 1994, dentro do programa Chespirito.

CHAVECO

“Leva numa boa!”
“Vai me dar uma gorjeta?”
“É ruim, hein?”

Chaveco é um homem doce e inocente, mas que não tem uma profissão exatamente nobre: ladrão. Conta com a companhia do Botijão para realizar pequenos assaltos, mas é tão atrapalhado que nunca tem sucesso. É amigo da Chimoltrúfia, esposa do Botijão, que foram seus colegas de escola.

Interpretado por
CHESPIRITO
Ao longo dos anos 1980, Chaveco abandona a vida do crime, mas não deixa de lado sua malandragem. E usa isso para o bem, com um poder de persuasão sem igual, ganhando gorjetas dos hóspedes do hotel onde trabalha.

OLHA A GAFE!
Sempre que comete uma gafe, o Chaveco leva um tapa do Botijão no rosto – que, antes, penteia os cabelos do malandro. Sempre exagerado, dá um giro completo depois de cada pancada.

CHAPOLIN COLORADO

“Sigam-me os bons!”
“Não contavam com minha astúcia!”
“Palma, palma, não priemos cânico!”

O Chapolin Colorado foi criado como uma sátira aos super-heróis americanos. Chespirito chegou a oferecer o papel para diversos atores, que se recusaram – então, ele mesmo assumiu a tarefa de se colocar como intérprete do personagem.

Interpretado por
CHESPIRITO
Um capuz vermelho, coração amarelo no peito com as letras “CH”, além de um martelo de plástico – sua inseparável marreta biônica – e, claro, anteninhas de vinil. Assim nascia um fenômeno da televisão!

PIONEIRO
O Chapolin surgiu em 1970, dentro de “Os Supergênios da Mesa Quadrada” e, em 1973, ganhou seu próprio seriado. Exibido em dezenas de países, abriu portas para que Roberto Gómez Bolaños fizesse seu sucesso internacional como escritor, diretor e ator.

PANCADA

“Não há de queijo, só de batatas!”
“Sim, você deve estar certo”
“Belo!”

Pancada Bonaparte vive com seu amigo Lucas Pirado (Rubén Aguirre). Com falas desconexas, absurdas ou simplesmente sem sentido, a dupla é vista como “louca” pelos demais personagens que interagem com eles.

Interpretado por
CHESPIRITO
Foi um dos primeiros personagens regulares de Roberto Gómez Bolaños, antes até do que o Chaves. Em 1980, com a volta do programa Chespirito, retorna à televisão e permanece até o último ano da atração, em 1995.

PEQUENO NAPOLEÃO
O nome original, “Chaparrón”, é uma mistura de “chaparro” (pequeno) com “Napoleón Bonaparte” (o famoso líder militar francês). Assim, é como um Napoleão em menor escala.

CHAVES

“Isso, isso, isso!”
“Foi sem querer querendo…”
“Ninguém tem paciência comigo…”

Chaves foi uma criação acidental. Em 1972, depois da saída de Rubén Aguirre do elenco, Roberto Gómez Bolaños foi obrigado a retirar o quadro do Pancada no programa Chespirito e substituir por algo que não dependesse da dupla. É quando o Chaves nasce.

Interpretado por
CHESPIRITO
Usando gorro rasgado, roupas remendadas e botas, começou atormentando a vida de um vendedor de balões (Ramón Valdés). A história fez sucesso imediato e, a cada semana, Chespirito expandia o universo do personagem.

GAROTO DO OITO
Como o Chaves não tem um nome e era exibido no canal 8 (TV TIM) do México, ele foi batizado como “El Chavo del Ocho” (“O Garoto do Oito”, na tradução literal).

VICENTE CHAMBÓN

“Chévere!”
“Perdón”
“Es una pajarera?”

É um simpático jornalista que trabalha como repórter no jornal La Chicharra (A buzina, em português). Ele escreve sobre vários assuntos, de crimes a festas da alta sociedade. Mas é muito distraído e desastrado, o que acaba colocando tudo a perder às vezes.

Interpretado por
CHESPIRITO
O personagem foi criado para o programa que substituiu o Chapolin Colorado por um breve período, em 1979. Durou poucos meses, mas voltou para alguns esquetes já dentro do programa Chespirito.

COMPANHEIRAS
Tem duas companheiras de aventuras: a “Chafireta”, como chama seu carro; e Cândida, fotógrafa do jornal, interpretada por Florinda Meza, por quem ele também é apaixonado.

CHANFLE

“Sale y vale!”
“Cuánto debo?”
“No sería mejor mandar componer?”

Funcionário do Club América, é um homem desastrado, mas muito ético e honesto. É roupeiro do time, casado há 10 anos com Teresa (Florinda Meza), com quem vive em um apartamento humilde e sonha em ter um filho.

Interpretado por
CHESPIRITO
É o personagem principal de “El Chanfle”, único filme de Chespirito com todo o elenco dos seriados. O sucesso foi tão grande que o longa teve uma continuação em 1982, “El Chanfle 2”.

ESTÁTUA
Em 2016, o personagem ganhou uma estátua dentro do centro de treinamentos do Club América. Em 2019, o primeiro filme foi reexibido nos cinemas mexicanos para comemorar seus 40 anos de história.

CHARRITO

“Quieta, pombinha”
“Eu coloco bigode postiço para parecer vilão”
“E o que queria que eu fizesse, se as balas são de festim?”

É um ator sem muito talento, contratado para fazer um vilão em um filme gravado no interior. Durante as filmagens, apaixona-se por uma professora (Florinda Meza) e acaba, por acidente, detendo a dupla de pistoleiros mais perigosa da região, os Irmãos Brothers.

Interpretado por
CHESPIRITO
Foi seu primeiro longa-metragem como diretor, além de ter escrito o roteiro. Depois de muito desentendimento com a Televisa, foi para os cinemas cinco anos depois de pronto – e mais um sucesso de público.

NO BRASIL
Charrito foi o único filme de Roberto Gómez Bolaños lançado oficialmente no Brasil, chegando em VHS em 1992 – e com a dublagem feita pela Maga Produções Artísticas, mesma empresa das vozes clássicas de Chaves e Chapolin.

QUEVEDO

“No fue mi intención…”
“Olvidé traer mi almíbar…”
“Perdón!”

Um cinquentão exageradamente educado e polido. Este é Quevedo, um homem que trabalha com relações públicas na imobiliária do Sr. Zepeda (Juan Peláez). Ele aparece no filme “Musica de Viento”, de 1989.

Interpretado por
CHESPIRITO
Após um cliente ir atrás de Zepeda para cobrar a fortuna que perdeu em um negócio fraudulento, Quevedo tenta intervir, mas é surpreendido com um revólver em seu rosto. Isso fez com que ele ficasse traumatizado com a arma, soltando gases cada vez que a visse.

FORA DAS TELONAS
Foi o último filme em que Roberto atuaria e, à exceção de Florinda Meza, não tem nenhum outro membro do elenco tradicional. Por alguma razão, não foi lançado nos cinemas, indo direto para home-vídeo no México.

RATÓN PÉREZ

“Exterminador de pragas às suas ordens!”
“Perez e Perez associados e companhia  de exterminadores de pragas, é o inimigo número 1 dos ratos”
“Eu cobro 50 centavos por cada um que cai morto”

É um senhor ingênuo que trabalha como exterminador de pragas de todo tipo. Acaba se envolvendo em meio a uma briga de duas gangues rivais no México. Só que um mal-entendido faz com que todos na cidade pensem que ele é um sujeito perigoso.

Interpretado por
CHESPIRITO
Aparece no filme “Don Ratón y Don Ratero” (Seu Ratão e Seu Gatuno), lançado em 1983. A história se passa nos anos 1920 e também foi escrita e dirigida por Roberto Gómez Bolaños.

SAPATEADO
O filme traz um novo elemento: o sapateado. No início dos anos 1980, Chespirito começa a praticar tap dance com Florinda Meza, o que rendeu um número musical com os dois na obra.

JOSÉ GRILLO

“Eu também sou diferente!”
“Ânimo, é preciso ter ânimo”
“Um momento, companheiro!”

José Grillo (Grilo Falante, em português) é o companheiro sábio que está sempre pronto para livrar o boneco Pinóquio das enrascadas. Aparece em “Títere”, adaptação em teatro musical da clássica história.

Interpretado por
CHESPIRITO
A peça estreou em 1984, rendeu um LP e uma longa temporada naquele ano, sendo apresentada num teatro da Televisa. Era uma rara chance de ver Chespirito e seu elenco sapateando, literalmente, ao vivo.

TERREMOTO
Quando o musical se preparava para sair em turnê, em 1985, um grave terremoto assolou a Cidade do México, destruindo o cenário – e também o apartamento de Raúl “Chato” Padilla, que interpretava Gepeto. A peça foi então cancelada.

ELOY MADRAZO

“O 11 e o 12 me subiram até o 06!”
“Entre o 14 e o 15, temos o zero”
“Senhora, aqui estou”

É um caminhoneiro que se envolve em um grave acidente com Cristobal (Arturo García Tenorio), fazendo com que este perdesse suas partes íntimas. Com isso, ele e sua esposa, Cristina (Florinda Meza), que sonha em ser mãe, precisam recorrer a um doador.

Interpretado por
CHESPIRITO
As opções para a doação são um amigo da família, Fernando Lobo (Juan Antonio Edwards) e o próprio Eloy, de quem Cristina faz pouco caso por ser um cara baixinho e feio.

RECORDE
A peça 11 y 12, onde estão, quase fracassou no México. Mas a divulgação boca a boca fez a obra virar um fenômeno, com recorde como a mais assistida e por mais tempo em cartaz num mesmo teatro no país.

GELIPE

“Mesmamente”
“Ge…Gelipe”
“Tenho uma surpresa, Dom Crédulo!”

É um caipira que está sempre disposto a responder às perguntas sem sentido feitas por Don Crédulo (interpretado por Edgar Vivar, que é apresentador do programa sensacionalista Increible, pero ciento por ciento.

Interpretado por
CHESPIRITO
O personagem fazia parte de Con Humor… al Estilo Chespirito, criado em 1993 e que teve apenas uma temporada.

QUADROS
Segundo Heriberto López de Anda, assistente de direção dos programas de Chespirito, Gelipe chegou a ganhar um quadro próprio em Con Humor, devido ao sucesso e ao jeito confuso que tinha para lidar com as situações que lhe eram apresentadas.

DOM CAVEIRA

“Só me interessam as pompas fúnebres!”
“Meu nome é Carlos Veira”
“Nego veementemente”

Carlos Veira, ou simplesmente Dom Caveira, é um senhor de meia-idade, viúvo e dono de uma funerária. Rico e mal humorado, o personagem tem um humor mais adulto, ácido e com piadas de duplo sentido.

Interpretado por
CHESPIRITO
Criado para o programa Con Humor… al Estilo Chespirito, em 1993, foi parar em Chespirito no ano seguinte, com apenas sete aparições.

COMPANHEIROS
Conta com seu funcionário, o zelador Celório (Moisés Suárez), que costuma chamar o patrão de “Dom Caveira”, e seu amigo Rafael Contreras (Rubén Aguirre), responsável pelas maiores confusões a cada visita.

ROBERTO GÓMEZ BOLAÑOS

“Todos os dias acordo bonito, mas hoje… exagerei”
“Ser herói não é a ausência de medo, é superar o medo”
“Antes de mais nada sou escritor”

O criador de Chaves e Chapolin Colorado se considerava, acima de tudo, escritor. E foi assim que criou diversos personagens, com os mais importantes, interpretados por ele, presentes nesta sala.

Uma curiosidade é que o personagem favorito de Roberto não era nem o Chaves nem o Chapolin, mas Chómpiras (Chaveco), criado no início dos anos 1970 e que chegou ao auge no México entre as décadas de 1980 e 1990, quando Chespirito passou a escrever mais quadros do personagem “ex-ladrão”.

Em 2007, criou a “Fundação Chespirito”, como um apoio às crianças carentes do México, atendendo à demanda social em educação, saúde, tecnologia, entre outros setores.

VESTES
Chespirito sempre gostou de roupas sociais. Sua “marca registrada” se dá pelas suas camisas com colarinho inglês, sempre sobreposto ao paletó.

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